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MOSSORÓ (RN), SEXTA-FEIRA, 04/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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O secretário de Educação de agora
é o Cassiano Arruda de sempre
Cassino Arruda Câmara continua o mesmo.
Quando se trata de difamar qualquer pessoa do PT, ele perde toda a postura e a compostura profissional e destila o seu ódio ideológico pobre e doentio, sem medo de ser infeliz nas colocações, faltando com a verdade, caluniando, difamando e injuriando a torto e à direita.
Com relação a nossa presença na Fundação José Augusto, já disse tantas mentiras e baboseiras que mesmo quando tiver uma notícia séria ninguém mais levará a sério.
Faz críticas tão bobas, preconceituosas e arrogantes contra Lula que deixa ao leitor incauto a impressão de que o presidente da República é Cassiano, e Lula é um Zé Ninguém. Mas, o 13 de Zagalo não é o único que essa gente tem que engolir.
Quando Rui Pereira foi secretário de saúde, Cassiano falou tanta coisa ridícula que terminou afogado no escândalo dos copinhos plásticos, que ele tentou alimentar pensando que a sua coluna tem o poder da máquina de guerra do império yanque. A montanha pariu um rato, o tiro saiu pela culatra, e Ruy saiu fortalecido.
Agora, mesmo Ruy Pereira não tendo sido indicado pelo PT, ele retoma sua catilinária inconseqüente e irresponsável.
Uma nota da sua coluna traz uma ironia que, com certeza, ele imaginou ser uma tirada genial, mas que não passa de uma mentira eivada de preconceito e carregada do crime de difamação.
Chamou Ruy Pereira de "marido de professora", desdenhando um currículo respeitável de quem foi, sem padrinhos, secretário de Saúde de Recife, vereador e prefeito de Serra Negra do Norte, onde fez um excelente trabalho, inclusive na área educacional, foi assessor de ministro, candidato a governador do Estado e a suplente de senador, secretário de Estado da Articulação Institucional e agora é secretário de Educação do Estado. Portanto, trata-se de um homem qualificado, que tem nome próprio, tem currículo e merece respeito.
"Marido de professora" era uma ironia que se usava contra alguns cretinos que viviam rondando professoras na época do Estatuto do Magistério, quando o professorado conquistou um salário razoável, tentando casar com elas para viver às suas expensas. O engraçadinho ficava logo manjado pela categoria. As próprias professoras os queimavam: "aquele está querendo ser marido de professora".
Cassiano dá um show de infelicidade ao resgatar o "marido de professora" contra um homem que tem uma vida exemplar e que casou com uma professora tão decente quanto ele. Ruy Pereira e Ana Brito é um casal com quem privo amizade e sei do valor de ambos. Nem Ana Brito, que é médica e professora de altíssimo conceito, precisa se apresentar como "esposa de Ruy" para galgar nenhum cargo ou promoção, nem Ruy precisa viver como "marido da professora". Ambos têm currículos e méritos próprios.
Cassiano mente quando deixa entender que Ruy Pereira não é professor. É sim. Professor pós-graduado, concursado na Universidade Federal de Pernambuco desde 1979. Bem como, é médico concursado da FUNASA. Tem méritos a ponto de ter sido secretário indicado pelo PT e de ser agora secretário de Estado pela segunda vez, na cota pessoal da governadora, sem indicação do PT e sem trair o seu partido.
Outra calúnia que Cassiano comete em sua nota, é quando diz: "Blindado pela companheirada do SINTE que está lhe dando a maior força neste período eleitoral, o secretário da educação Ruy Pereira tem no seu currículo...". Desta vez o "calunista" repete o enfadonho discurso pré-eleitoral contra o SINTE. Às vésperas de cada eleição surge a tentativa frustrada de desacreditar e desqualificar o Sinte. Tempo perdido, pois se trata de uma entidade que tem uma longa história de lutas sérias em defesa da educação e da sua base.
O SINTE já lançou uma nota pela TV cobrando de Ruy Pereira tudo que cobrou de secretários anteriores. A nota é dura e não alisa nem blinda Ruy. A diferença é que desta vez a categoria encontrará um canal de diálogo decente, mas sem baixar a cabeça nem se deixar cooptar.
O objetivo de Cassiano é outro. O veneno é claro. Cassiano quer irritar o Sinte e incitá-lo contra Ruy. Mas ninguém no movimento sindical é menino para achar que quem sempre esteve contra os trabalhadores em greve, agora esteja interessado nos direitos de professores e de outros servidores da Educação.
O comportamento de Cassiano é dirigido e está a serviço do ódio ao PT. Pior, reflete em águas turvas o seu desejo de volta aos tempos de privilégio e compadrio onde ele mandava e desmandava no marketing do Estado, mamando sozinho, como nos tempos do mal afamado "Ganhe Já".
Mesmo que Ruy Pereira não fosse professor, mas apenas médico, Cassiano não teria motivo nem estatura para criticá-lo. Tarcísio Maia era médico e foi secretário de Educação de Dinarte Mariz e nunca vi uma crítica de Cassiano a Tarcísio. Pelo contrário, sempre vi muito incenso a Tarcísio Maia, pra não dizer bajulação, mesmo. E segue já na terceira geração. Já saem na sua Roda (muito) Viva, notinhas simpáticas até aos netinhos de Jajá.
Com a mesma qualificação curricular de Ruy Pereira na área educacional estavam vários secretários de Educação que Cassiano nunca criticou: Luís Eduardo, Marcos Guerra e Hélio Vasconcelos, bacharéis em Direito e professores universitários, Wober Júnior, bacharel em Direito; Genivan Josué Batista, odontólogo e professor universitário; Pedro Almeida e Betinho Rosado, agrônomos e professores universitários, Oto Santana e Hudson Brandão, teólogos e professores universitários. Por que só Ruy não pode? Puro farisaísmo de Cassiano, pois em décadas de profissionais liberais, professores universitários, ou não, na giroflex da Secretaria de Educação, Cassiano Arruda nunca deu uma nota abordando este aspecto. Pelo contrário, até defendeu alguns. Não a partir dos interesses da Educação, mas sempre a partir do foco político e dos seus interesses particulares.
De modo que se trata de críticas desqualificadas, porque infundadas, de injúrias porque entrou na vida pessoal de um casal que nunca misturou a vida privada com o serviço público, mesmo sendo os dois servidores públicos exemplares. E ainda assacou uma acusação absolutamente leviana contra o Sinte, entidade sindical que tem história e merece muito respeito.
Pensando bem, se em algum momento a entidade esteve blindando algum secretário, isso aconteceu na década de 50 quando Tarcísio Maia, médico, foi secretário e alimentava um projeto de candidatura a deputado federal, era recebido com pompas na associação que serviu de embrião para o Sinte.
Digo, porque vi a foto. Retrato de um tempo em que o peleguismo dominava o movimento sindical e do qual, a extrema direita que não se conforma de não estar mais mamando nas tetas do Estado, tem tanta saudade...

 

 



       


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