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TOTAL
Cinderela
no baile
A história da menina que vence a maldade
de parentes mal intencionados e realiza seus sonhos continua a encantar.
É no que aposta a montagem que a potiguar Companhia Manacá
de Teatro vai apresentar neste domingo, às 17h, no Teatro
Alberto Maranhão: "Cinderela no Baile" retoma o
clássico em cores e brilhos dos figurinos e cenários,
e o natural encanto dos contos de fadas mais populares. A direção
é de Costa Filho. O espetáculo será exibido
neste domingo, às 17h, no Teatro Dix-huit Rosado. Os ingressos
estão à venda na loja O Circo (Shopping Liberdade
- 3316-0443).
Cinderela é uma jovem que herdou as qualidades da sua mãe,
uma mulher meiga, bondosa e generosa, que falecera quando ainda
era criança. O pai de Cinderela casou-se novamente com uma
mulher arrogante e orgulhosa, que tinha duas filhas muito parecidas
com ela. Certo dia, Cinderela recebe a notícia da morte do
seu pai. Desde então, ela passou a ser maltratada pela madrasta
e suas filhas.
Até que certo dia, o arauto do rei anuncia o baile real,
onde o príncipe escolherá uma dama para casar. Cinderela
chora, pois não pode ir ao baile, então é amparada
pela sua fada madrinha que lhe traz do céu um vestido de
brilhantes e um par de sapatinhos de cristal.
Apenas três ratinhos palhaços divertem a vida amarga
de Cinderela e, juntos com as crianças da platéia,
se aventuram em busca do baile no palácio. A carruagem transformada
da abóbora segue em direção ao palácio.
O grande baile surge ao som do minueto dançado pelas damas
e cavalheiros da corte. Até que o relógio bate meia-noite,
e...precisa dizer?
O grande baile no palácio dourado surge ao som do minueto
dançado pelas damas e cavalheiros da corte, tudo com o luxo
daquela época dos sonhos dos contos de fadas.
O espetáculo com figurinos ricos e arrojados, cenários
suntuosos onde artistas e técnicos sob a direção
de Costa Filho e a realização de Amaury Júnior,
encanta crianças, adolescentes e adultos na trama da vida
da princesa Cinderela.
Fôlego
de gato
Rafael Cardoso é do tipo que não
passa muito tempo parado. Para ele, se exercitar não tem
como finalidade apenas definir os músculos do corpo ou manter
a saúde. Praticante de surfe, escalada, futebol e malhação,
o ator incluiu mais uma atividade em sua rotina para viver o skatista
Klaus de "Beleza Pura". Durante um mês, ele teve
aulas com o skatista Cesinha Chaves duas ou três vezes por
semana. Como não é difícil imaginar, Rafael
"tomou gosto" pelas manobras e agora aproveita seus raros
dias livres - tem gravado quase diariamente - para praticar o que
aprendeu. "Quase todo dia venho dar uma voltinha. Sempre ando
de skate para pensar na vida", conta.
Tanto esforço ajudou o ator em outra missão que lhe
foi dada enquanto se preparava para interpretar Klaus. Como o personagem
tem apenas 17 anos e o ator 22, Rafael foi orientado pelo diretor
da novela Rogério Gomes, mais conhecido como Papinha, a perder
peso antes do início das gravações. A orientação
pegou o rapaz de surpresa, já que ele havia aumentado o ritmo
de malhação quando soube que ia fazer o papel, e precisou
perder toda massa muscular adquirida nesse período. "Parei
de malhar e perdi seis quilos com o skate e com as outras atividades",
esclarece. Não é para menos. Em um dia normal de treino,
o ator chega a ficar três horas subindo e descendo uma ladeira
que fica atrás de seu condomínio. "Ando até
minhas pernas não agüentarem mais", exagera.
Mas a nova atividade não substitui a velha paixão
- o surfe. "Minha praia eu não troco", resiste
o ator. É só o sol sair e as ondas colaborarem para
Rafael correr para o mar. Mesmo com as gravações e
atividades, ele também não abre mão de um bom
descanso. "Preciso de pelo menos oito horas de sono por dia
para ficar bem", justifica.
Com as manobras de skates acertadas, o ator precisou partir em uma
viagem ao passado recente para lembrar como agia com a idade de
seu personagem. Rafael confessa que teve sua fase "mulherengo",
assim como o Klaus, que vive em dúvida se fica com Luíza,
de Bianca Comparato, ou Fernanda, de Monique Alfradique. "Não
sabia o que queria, me apaixonava por uma e depois por outra. Acabava
ficando com as duas. Mas hoje em dia não sou mais assim",
garante.
Além das próprias experiências da adolescência,
Rafael freqüentou "festinhas" para perceber os trejeitos
desta geração e inseri-los no personagem. Não
é segredo para ninguém que os skatistas andam mais
largados que os integrantes de outras tribos. Mas o ator percebeu
outra característica deste grupo. "Eles são observadores,
pois passam muito tempo vendo as manobras dos outros", analisa
ele, que começou a carreira como modelo.
O gaúcho percebeu sua vocação para atuar aos
15 anos, quando decorou um texto pela primeira vez em um comercial
de tevê. Só dois anos depois de se interessar pela
carreira, Rafael resolveu fazer escola de atores em Porto Alegre.
Lá, ele foi encontrado por um produtor da Globo, que o convidou
para fazer um teste para a oficina de atores da emissora, com mais
300 candidatos de todo o país. Aprovado, ele cursou dois
semestres de oficina, tempo em que foi testado para "Malhação",
"Eterna Magia" e "Paraíso Tropical".
"Nunca tive pressa. Acho até que aconteceu tudo muito
rápido para mim", conclui ele, que tem planos de fazer
cinema.

Doses
de nostalgia
Fabíola Tavernard
PopTevê
O ano é de 1958 e o Brasil passa por uma série de
reviravoltas políticas, econômicas e culturais. A cidade
de São Paulo cresce a olhos vistos, firmando-se como uma
das maiores metrópoles do mundo. As mulheres, cada vez mais,
desvencilham-se de velhos valores morais e conquistam espaço
na sociedade. É nesse pano de fundo que se desenrola "Ciranda
de Pedra", nova novela das seis da Globo que estréia
dia 5. De Alcides Nogueira, a trama é a segunda versão
- a primeira foi exibida pela Globo em 1981 - do livro homônimo
de Lygia Fagundes Telles, e a direção ficará
por conta de Denise Saraceni. "É uma narrativa mais
linear, precisa, o que torna a novela fácil de assistir.
Mas há momentos de densidade, porque só água-com-açúcar
não dá", explica a diretora.
Quando a história começa, Laura, personagem de Ana
Paula Arósio, está internada há seis meses
em uma casa de repouso. Isso porque seu marido, o advogado Natércio,
vilão interpretado por Daniel Dantas, a julga fora de suas
faculdades mentais. Quando volta à mansão da família,
Laura é novamente submetida à tortura do companheiro,
que usa as filhas Bruna, de Anna Sophia Folch, Otávia, de
Ariela Massoti, e Virgínia, de Tammy Di Calafiori, para chantagear
a esposa - que, diga-se de passagem, mais parece irmã das
filhas. "Imagino que ela tenha começado com algum distúrbio
emocional por causa da insatisfação no casamento.
Mas isso se agrava pela falta de cuidados do marido com ela",
arrisca Ana Paula. As coisas se complicam quando ela volta a receber
os cuidados médicos de Daniel, médico interpretado
por Marcello Antony com quem teve a filha caçula, Virgínia.
"Possesso", Natércio persegue o casal de tal forma
que Laura abre mão de seu casamento de aparências e
vai viver modestamente, em um sobrado, com Daniel. "Ele ama
a Laura, mas não sabe lidar com isso. Mas o fato dele ser
um vilão não significa que ele seja um monstro. Tomara
que as pessoas adorem me odiar", defende Daniel Dantas, sobre
seu primeiro vilão em 30 anos de carreira.
Dramalhões à parte, a história também
deverá ser permeada por boas tiradas cômicas. Elzinha,
moça que se autodefine como "biscoito fino" vivida
por Leandra Leal, promete render risadas com sua fama de namoradeira
e a incapacidade de durar mais de uma semana no mesmo emprego. "Ela
tem uma auto-estima elevadíssima. Para ela, o amor vem com
dinheiro", diverte-se a atriz, cuja personagem será
o contraponto da irmã, Margarida, mocinha doce e romântica
vivida por Cléo Pires. Já nos primeiros capítulos,
ela se apaixona por Eduardo, galã de Bruno Gagliasso. "Mas
o amor deles dura pouco, já que ele se apaixona por Virgínia",
adianta Bruno.
Do elenco da primeira versão da trama, repetem-se apenas
dois atores: José Augusto Branco, como Silvério, e
Mônica Torres, na pele de Julieta - em 1981 ela viveu Letícia,
que agora fica a cargo de Paola Oliveira. A tenista, aliás,
vivia conflitos com sua sexualidade na época. "Ela tinha
tendências homossexuais, houve um 'bafafá', mas isso
não se repete desta vez", explica Mônica. "Só
sei que, por enquanto, meu par romântico é a raquete",
brinca Paola.
Outro ponto curioso são os vários nomes pouco conhecidos
do grande público que compõem o elenco. Um bom exemplo
são as jovens protagonistas, Ariela Massoti, a heroína
de "Alta Estação", da Record, e Anna Sophia
Folch, a mocinha de "Paixões Proibidas", da Band.
Isso sem contar na mais sofredora das irmãs, Virgínia,
de Tammy de Calafiori, que traz no currículo televisivo apenas
uma participação em "Alma Gêmea".
"Antes, estremecia de entrar na Globo. Agora, chego na portaria,
falo 'oi' para a estátua do Dr. Roberto Marinho e agradeço
a oportunidade", conta Anna Sophia. Para Alcides Nogueira,
tal "renovação" em uma fase em que é
notória a dificuldade de escalação de elenco
é um grande trunfo. "Escolhemos cada um a dedo",
jura. "É ótimo ver gente nova. É uma forma
de não entrar no estúdio no 'automático'",
completa Denise, adiantando que pretende superar os 29 pontos de
audiência deixados por "Desejo Proibido". "'Ciranda'
vem na época da briga do 'Q' de qualidade. Estamos apostando
todas as fichas", encerra.
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