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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 03/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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Cinderela no baile
A história da menina que vence a maldade de parentes mal intencionados e realiza seus sonhos continua a encantar. É no que aposta a montagem que a potiguar Companhia Manacá de Teatro vai apresentar neste domingo, às 17h, no Teatro Alberto Maranhão: "Cinderela no Baile" retoma o clássico em cores e brilhos dos figurinos e cenários, e o natural encanto dos contos de fadas mais populares. A direção é de Costa Filho. O espetáculo será exibido neste domingo, às 17h, no Teatro Dix-huit Rosado. Os ingressos estão à venda na loja O Circo (Shopping Liberdade - 3316-0443).
Cinderela é uma jovem que herdou as qualidades da sua mãe, uma mulher meiga, bondosa e generosa, que falecera quando ainda era criança. O pai de Cinderela casou-se novamente com uma mulher arrogante e orgulhosa, que tinha duas filhas muito parecidas com ela. Certo dia, Cinderela recebe a notícia da morte do seu pai. Desde então, ela passou a ser maltratada pela madrasta e suas filhas.
Até que certo dia, o arauto do rei anuncia o baile real, onde o príncipe escolherá uma dama para casar. Cinderela chora, pois não pode ir ao baile, então é amparada pela sua fada madrinha que lhe traz do céu um vestido de brilhantes e um par de sapatinhos de cristal.
Apenas três ratinhos palhaços divertem a vida amarga de Cinderela e, juntos com as crianças da platéia, se aventuram em busca do baile no palácio. A carruagem transformada da abóbora segue em direção ao palácio. O grande baile surge ao som do minueto dançado pelas damas e cavalheiros da corte. Até que o relógio bate meia-noite, e...precisa dizer?
O grande baile no palácio dourado surge ao som do minueto dançado pelas damas e cavalheiros da corte, tudo com o luxo daquela época dos sonhos dos contos de fadas.
O espetáculo com figurinos ricos e arrojados, cenários suntuosos onde artistas e técnicos sob a direção de Costa Filho e a realização de Amaury Júnior, encanta crianças, adolescentes e adultos na trama da vida da princesa Cinderela.

Fôlego de gato
Rafael Cardoso é do tipo que não passa muito tempo parado. Para ele, se exercitar não tem como finalidade apenas definir os músculos do corpo ou manter a saúde. Praticante de surfe, escalada, futebol e malhação, o ator incluiu mais uma atividade em sua rotina para viver o skatista Klaus de "Beleza Pura". Durante um mês, ele teve aulas com o skatista Cesinha Chaves duas ou três vezes por semana. Como não é difícil imaginar, Rafael "tomou gosto" pelas manobras e agora aproveita seus raros dias livres - tem gravado quase diariamente - para praticar o que aprendeu. "Quase todo dia venho dar uma voltinha. Sempre ando de skate para pensar na vida", conta.
Tanto esforço ajudou o ator em outra missão que lhe foi dada enquanto se preparava para interpretar Klaus. Como o personagem tem apenas 17 anos e o ator 22, Rafael foi orientado pelo diretor da novela Rogério Gomes, mais conhecido como Papinha, a perder peso antes do início das gravações. A orientação pegou o rapaz de surpresa, já que ele havia aumentado o ritmo de malhação quando soube que ia fazer o papel, e precisou perder toda massa muscular adquirida nesse período. "Parei de malhar e perdi seis quilos com o skate e com as outras atividades", esclarece. Não é para menos. Em um dia normal de treino, o ator chega a ficar três horas subindo e descendo uma ladeira que fica atrás de seu condomínio. "Ando até minhas pernas não agüentarem mais", exagera.
Mas a nova atividade não substitui a velha paixão - o surfe. "Minha praia eu não troco", resiste o ator. É só o sol sair e as ondas colaborarem para Rafael correr para o mar. Mesmo com as gravações e atividades, ele também não abre mão de um bom descanso. "Preciso de pelo menos oito horas de sono por dia para ficar bem", justifica.
Com as manobras de skates acertadas, o ator precisou partir em uma viagem ao passado recente para lembrar como agia com a idade de seu personagem. Rafael confessa que teve sua fase "mulherengo", assim como o Klaus, que vive em dúvida se fica com Luíza, de Bianca Comparato, ou Fernanda, de Monique Alfradique. "Não sabia o que queria, me apaixonava por uma e depois por outra. Acabava ficando com as duas. Mas hoje em dia não sou mais assim", garante.
Além das próprias experiências da adolescência, Rafael freqüentou "festinhas" para perceber os trejeitos desta geração e inseri-los no personagem. Não é segredo para ninguém que os skatistas andam mais largados que os integrantes de outras tribos. Mas o ator percebeu outra característica deste grupo. "Eles são observadores, pois passam muito tempo vendo as manobras dos outros", analisa ele, que começou a carreira como modelo.
O gaúcho percebeu sua vocação para atuar aos 15 anos, quando decorou um texto pela primeira vez em um comercial de tevê. Só dois anos depois de se interessar pela carreira, Rafael resolveu fazer escola de atores em Porto Alegre. Lá, ele foi encontrado por um produtor da Globo, que o convidou para fazer um teste para a oficina de atores da emissora, com mais 300 candidatos de todo o país. Aprovado, ele cursou dois semestres de oficina, tempo em que foi testado para "Malhação", "Eterna Magia" e "Paraíso Tropical". "Nunca tive pressa. Acho até que aconteceu tudo muito rápido para mim", conclui ele, que tem planos de fazer cinema.

Doses de nostalgia
Fabíola Tavernard
PopTevê

O ano é de 1958 e o Brasil passa por uma série de reviravoltas políticas, econômicas e culturais. A cidade de São Paulo cresce a olhos vistos, firmando-se como uma das maiores metrópoles do mundo. As mulheres, cada vez mais, desvencilham-se de velhos valores morais e conquistam espaço na sociedade. É nesse pano de fundo que se desenrola "Ciranda de Pedra", nova novela das seis da Globo que estréia dia 5. De Alcides Nogueira, a trama é a segunda versão - a primeira foi exibida pela Globo em 1981 - do livro homônimo de Lygia Fagundes Telles, e a direção ficará por conta de Denise Saraceni. "É uma narrativa mais linear, precisa, o que torna a novela fácil de assistir. Mas há momentos de densidade, porque só água-com-açúcar não dá", explica a diretora.
Quando a história começa, Laura, personagem de Ana Paula Arósio, está internada há seis meses em uma casa de repouso. Isso porque seu marido, o advogado Natércio, vilão interpretado por Daniel Dantas, a julga fora de suas faculdades mentais. Quando volta à mansão da família, Laura é novamente submetida à tortura do companheiro, que usa as filhas Bruna, de Anna Sophia Folch, Otávia, de Ariela Massoti, e Virgínia, de Tammy Di Calafiori, para chantagear a esposa - que, diga-se de passagem, mais parece irmã das filhas. "Imagino que ela tenha começado com algum distúrbio emocional por causa da insatisfação no casamento. Mas isso se agrava pela falta de cuidados do marido com ela", arrisca Ana Paula. As coisas se complicam quando ela volta a receber os cuidados médicos de Daniel, médico interpretado por Marcello Antony com quem teve a filha caçula, Virgínia. "Possesso", Natércio persegue o casal de tal forma que Laura abre mão de seu casamento de aparências e vai viver modestamente, em um sobrado, com Daniel. "Ele ama a Laura, mas não sabe lidar com isso. Mas o fato dele ser um vilão não significa que ele seja um monstro. Tomara que as pessoas adorem me odiar", defende Daniel Dantas, sobre seu primeiro vilão em 30 anos de carreira.
Dramalhões à parte, a história também deverá ser permeada por boas tiradas cômicas. Elzinha, moça que se autodefine como "biscoito fino" vivida por Leandra Leal, promete render risadas com sua fama de namoradeira e a incapacidade de durar mais de uma semana no mesmo emprego. "Ela tem uma auto-estima elevadíssima. Para ela, o amor vem com dinheiro", diverte-se a atriz, cuja personagem será o contraponto da irmã, Margarida, mocinha doce e romântica vivida por Cléo Pires. Já nos primeiros capítulos, ela se apaixona por Eduardo, galã de Bruno Gagliasso. "Mas o amor deles dura pouco, já que ele se apaixona por Virgínia", adianta Bruno.
Do elenco da primeira versão da trama, repetem-se apenas dois atores: José Augusto Branco, como Silvério, e Mônica Torres, na pele de Julieta - em 1981 ela viveu Letícia, que agora fica a cargo de Paola Oliveira. A tenista, aliás, vivia conflitos com sua sexualidade na época. "Ela tinha tendências homossexuais, houve um 'bafafá', mas isso não se repete desta vez", explica Mônica. "Só sei que, por enquanto, meu par romântico é a raquete", brinca Paola.
Outro ponto curioso são os vários nomes pouco conhecidos do grande público que compõem o elenco. Um bom exemplo são as jovens protagonistas, Ariela Massoti, a heroína de "Alta Estação", da Record, e Anna Sophia Folch, a mocinha de "Paixões Proibidas", da Band. Isso sem contar na mais sofredora das irmãs, Virgínia, de Tammy de Calafiori, que traz no currículo televisivo apenas uma participação em "Alma Gêmea". "Antes, estremecia de entrar na Globo. Agora, chego na portaria, falo 'oi' para a estátua do Dr. Roberto Marinho e agradeço a oportunidade", conta Anna Sophia. Para Alcides Nogueira, tal "renovação" em uma fase em que é notória a dificuldade de escalação de elenco é um grande trunfo. "Escolhemos cada um a dedo", jura. "É ótimo ver gente nova. É uma forma de não entrar no estúdio no 'automático'", completa Denise, adiantando que pretende superar os 29 pontos de audiência deixados por "Desejo Proibido". "'Ciranda' vem na época da briga do 'Q' de qualidade. Estamos apostando todas as fichas", encerra.



       




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