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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 03/05/2008 (ATUALIZADO: 01:47hs)
 
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UM LIVRO INÚTIL
Folheando sem interesse um catálogo de editora de livros, dei com os olhos num livro sobre a inexistência de Deus, de um cientista americano, cujo nome não sei, mas que é um dos mais em evidência atualmente. Se não me engano, um dos maiores da física quântica. Moço, li alguns desses livros, e achava-os fascinantes. De cientistas, e filósofos. Hoje, já não me interessam.
A razão é porque acho pura perda de tempo, quanto mais não seja dissimulada inquietação interior, qualquer coisa assim, o escrever-se um livro para provar, científica ou filosoficamente, a inexistência do que temos certeza de que não existe. Não existe, e acabou-se. Ou tais cientistas e filósofos não terão tanta certeza assim. Sua escritura sobre quer-me parecer uma espécie de busca.
Como disse linhas atrás, moço, li muitos desses livros, como também muitos sobre a existência de Deus. Se aqueles me fascinavam, estes últimos não me convenciam, senão por alguns instantes, às vezes. Verdade seja que, passados esses instantes, dando-me como que certa sensação de plenitude, restava-me um vazio tão profundo como se fossem fendas geológicas. Melhor dizer: a vertigem do aniquilamento essencial..
Hoje, não tenho o mais mínimo apetite para ler tais livros contra ou a favor da existência de Deus - é que, na verdade, não provam nada. Cá da minha parte, e com o escritor Medeiros e Albuquerque, em suas memórias, acho que nada neste mundo é mais evidente do que o absurdo em que geme todo o universo. A existência de Deus repugna à razão. Pelo menos a mim, coisa é que não convence.
E por que uma vez que outra toco no assunto? Ora, ainda, ora, por falta de assunto, algumas vezes, outras para variar. Mas confesso, com toda a sinceridade, passado o tempo da busca, em vão, meu coração hoje repousa na convicção de um universo vazio, à mercê, e apenas, das forças de um determinismo cego, ao sabor de suas próprias leis, que se explicam pela sua própria existência. Delas, leis.

ABUSO
Para não dizer a palavra exata. Estou falando da ruindade que fizeram os abrigados, por causa da cheia do rio, em colégios públicos. Arrancaram pias, riscaram paredes, pintaram o diabo. Da Prefeitura, receberam toda a assistência possível, alimento, produtos de higiene, colchões, e muitos deles, numa atitude repugnante, decerto atiçados por uma oposição política sem o mais mínimo escrúpulo, e a preço vil, ainda falam mal da prefeita. De um lado, a brutalidade mental, e do outro, o descaramento da política menor. Menorzinha.

LINGUAGEM
• Sujeito composto de pessoas gramaticais diferentes. Leitor do Jornal de Fato quer saber como, no caso, se faz a concordância do verbo. Ensina a gramática, com base nos exemplares mais autorizados do dialeto culto, que o verbo fica no plural da pessoa predominante. Quer dizer, se houver entre os núcleos a primeira pessoa (eu, nós), o verbo vai para a primeira pessoa do plural: Ela e eu defendemos a criação de um país justo. Se houver a segunda pessoa e a terceira, o verbo vai para a segunda pessoa do plural: Tu e ela sois amigos do rei. OK?



       




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