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MOSSORÓ (RN), QUARTA-FEIRA, 02/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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O que vi em Areia Branca
Domingo passado em Areia Branca, horas. Do fim da tarde às primeiras horas da noite. A festa da candidatura do prefeito Manoel Cunha Neto, dito Souza, à reeleição, tendo em sua chapa o médico José Bruno Filho, que, como se sabe, foi prefeito de lá duas vezes. Grande presença de povo, em cujo entusiasmo pude sentir o desejo de resposta, nas urnas, ao grupo político que se pretende com a força capaz de anular mandatos do povo.
Está visto que me refiro, aqui, ao esbulho do mandato de prefeito eleito pelo povo, primeiro Bruno, depois Souza, numa ostensiva afronta menos ao senso de justiça do povo areia-branquense, que é o meu povo, do que à prevalência do direito sobre a sordidez das manobras de interesses pessoais contrariados. Areia Branca quer afirmar o seu espírito democrático. Ou reafirmar, talvez fosse melhor dizer.
Via-se isso no semblante de cada um, aplaudindo os seus candidatos, como se quisessem dizer, e era isto mesmo, que Areia Branca não flexiona a espinha dorsal diante do poder de quem quer transformá-la em terra de ninguém, e sem a mais mínima reserva de aparências. Os areia-branquenses herdamos, dos nossos antepassados, o sentimento da solidariedade. O gesto de altivez.
Nenhuma coisa quer dizer a manifestação popular em torno das candidaturas de Souza e Bruno senão isso. O sentimento de solidariedade na revolta contra a injustiça que se praticou contra Bruno, prefeito, e depois contra o seu sucessor, Souza, cujo governo segue, positivamente, o risco de governo traçado por Bruno. Que, não se pode negar, sem trair a consciência, mudou a fisionomia de Areia Branca.
Pois deixei a cidade com as primeiras luzes da noite, de volta para Mossoró, com a felicidade íntima de ver o meu povo amigo ainda fiel às nossas tradições de justiça, pronto a reparar, pela força democrática do voto, a grande maldade de um grupo político que se presume "dono da lei"cometeu contra Bruno e Souza, sem o mais mínimo escrúpulo - porque eis que os presumidos arrogantes são de todo destituídos de consciência moral.

Quadrilha
A sociedade não pode aceitar a formação de quadrilha em casas legislativas, com o fim de saquear o dinheiro público. Sabem do que estou falando. Porque à vista de todo o mundo.

Candidata
A prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, merecidamente, é candidata à reeleição. O trabalho realizado à frente do governo do município a recomenda perante a opinião pública isenta. Quanto mais não seja, é uma pessoa sem maldade e daí, política, trata com a mesma simpatia correligionários e adversários.

Provérbio
Os cães ladram, e a caravana passa. Da sabedoria árabe.

LINGUAGEM
• A leitora do Jornal de Fato Maria das Neves, de Natal, quer saber o que é oração pronominal relativa, definição que diz ter encontrado em M. Cavalcante Proença (crítica literária). Trata-se da oração subordinada adjetiva que, por vir introduzida por pronome relativo, alguns autores, com muito acerto, a classificam como oração pronominal relativa. Não cabe dúvida, dá no mesmo. Mas também, dúvida nenhuma deve haver, é preferível a classificação tradicional.



       




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