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TOTAL
Artistas
potiguares sobem a serra
Música, dança, arte circense,
folclore, artes plásticas e teatro. Todas essas manifestações
artísticas fazem parte do caldeirão preparado pela
quinta edição do Festival de Martins, realizado de
16 a 20 de julho, na cidade serrana potiguar, localizada a 370km
de Natal.
Para quem acompanha o festival, algumas novidades noa programação
musical do coreto e palco. Subirão a serra este ano o cantor
e compositor Pedro Mendes e banda, a cantora Khrystal e o Canteiro
do Samba, Carlos Zens com seu novo disco "Arapuá no
Cabelo", o cantor italiano Paolo Fiore - acompanhado de grandes
instrumentistas potiguares como Dudu Taufic - o grupo Catita Samba
e Gafieira, o instrumentista Ticiano D'Amore, o cantor e compositor
Isaque Galvão com seu novo show "Matulão",
o grupo de forró de raiz As Potiguaras, e a jovem cantora
popular Nara Costa, além de violeiros, artistas da região
e banda sinfônica do município de Martins.
Nas artes plásticas, a novidade é a galeria de arte
Anjo Azul, sob a curadoria do marchand Isaac Alves, que sobe a serra
pela primeira vez levando um dos mais ricos acervos de artes visuais,
além de uma coletiva de novos artistas.
A dança contemporânea também será uma
das novidades na Serra de Martins. A Cia de Dança Domínio,
do Studio Corpo de Baile, levará seu espetáculo e
oficina para o público local e visitantes, em frente à
igreja Matriz.
Segundo a produção do festival, mais atividades estão
programadas, como o Cortejo Cultural. "O Cortejo vai proporcionar
ao público, local e visitantes, acesso à arte e cultura
popular, vamos realizar atividades com apresentações
de capoeira, danças folclóricas, palhaços,
teatro de rua, pernas de pau, entre outras manifestações.
Vai ser muito bonito", disse a produtora Ana Lira, responsável
pela programação cultural do evento.
Concurso, oficinas, palestras e degustações também
fazem parte do roteiro da chamada cultura gastronômica. Entre
os oficineiros, as novidades são muitas, como a oficina de
"Cozinha Molecular", pela a chef Sônia Benevides.
A cozinha molecular é uma prática em que se combinam
ingredientes cuja composição molecular é compatível
formando pequenas porções de delicados - e às
vezes divertidos - sabores e visuais. "O desafio dessa oficina
é mostrar a cozinha molecular usando ingredientes da região
Nordeste", disse a chef e culinarista.
Araketu
e Solteirões na prévia de julho
As bandas Araketu e Solteirões do Forró são
as atrações da primeira prévia do Mossoró
Mix Indoor, no próximo dia 26 no Palácio do Forró.
A união de axé e forró darão a tônica
nas demais misturas que acontecerão em novembro no festival,
que contará com as presenças de Ferro na Boneca, Psirico,
Voa Dois, Biquini Cavadão, Inala, além dos Paralamas
do Sucesso. "A prévia de julho será um show que
vai fazer Mossoró entrar no clima do Mossoró Mix",
adianta Tácio Garcia, organizador do festival. Os ingressos
para a prévia ainda não estão à venda.
O Araketu é famoso no Brasil e no exterior por conjugar o
suingue da música afro-pop-baiana com a cadência das
baladas românticas, surgiu em 1989. Sua origem é o
homônimo bloco afro-baiano, criado na virada de 1979 para
1980 em Salvador (BA) na comunidade de Periperi. Antes de originar
a banda, o bloco chegou a lançar dois discos, Araketu (1987)
e Contos de Beni (1988).
Antes de fazer sucesso em todo o Brasil, o grupo conquistou a Inglaterra,
onde gravou em 1992 o álbum Ara ketu, inédito no mercado
nacional e distribuído somente na Europa. De volta ao Brasil,
a banda lançou em 1993 o disco Araketu de Periperi. O estouro
no sucesso viria em 1994, quando o Araketu assinou contrato com
a Sony Music (atual Sony BMG) e lançou o álbum Araketu
Bom Demais, entre outros.
Já os Solteirões, conhecidos pelo público mossoroense,
vem divulgar o novo CD da banda liderada por Zé Cantor. "Vamos
simbora pro forró", convida Zé Cantor, logo na
primeira faixa do disco, "Balanço dos Solteirões",
que entra freneticamente dando a verdadeira balada como é
este CD.
Galã
com atitude
Fabíola Tavernard
Do PopTevê
Acostumado a viver papéis que vão desde o homossexual
Júnior de "América" ao "bad boy"
incorrigível Ivan de "Paraíso Tropical",
Bruno Gagliasso há tempos ansiava pelo tipo mais trivial
de todos: um mocinho. A chance veio quando o ator de 26 aos foi
convidado para interpretar o romântico Eduardo de "Ciranda
de Pedra". Mas, apesar do bom caráter do personagem,
Bruno, inquieto por natureza, resolveu que ele não seria
apenas mais um bom-moço. E acrescentou uma certa petulância.
"O que o torna interessante é ter personalidade forte
e saber o que quer. Se ele sofre é por ter tomado uma atitude
e não por medo de tentar", valoriza.
Na história, Eduardo sai do interior e chega em São
Paulo recém-formado em Engenharia. O único emprego
que consegue, a princípio, é o de faxineiro da metalúrgica
Cassini & Prado. Mas basta surgir um problema envolvendo maquinários
pesados, sua especialidade, para ele resolver e cair no gosto de
Cícero, sócio do local vivido por Osmar Prado. Bem
colocado na carreira, ele de cara se apaixona por Margarida, professora
doce e bondosa interpretada por Cléo Pires. Tudo vai bem
entre o casal, que curte o namoro entre passeios e piqueniques,
até o momento em que ele se encanta por Virgínia,
de Tammy Di Calafiori, e passa a viver um triângulo amoroso.
"Isso mostra que ele tem suas fragilidades, mas não
deixa de ser seguro", avalia.
Em seu terceiro trabalho de época na tevê - o primeiro
foi a minissérie "A Casa das Sete Mulheres" e depois
"Sinhá Moça", onde viveu o caipira Ricardo
-, Bruno jura que não precisou de maiores preparações
para enquadrar-se nos trejeitos e linguajar dos anos 50. "Parece
que 1958 foi ontem. Foi um ano tão importante histórica
e politicamente, que não há como não lembrar.
A melhor preparação é estar plugado no mundo
e manter-se bem informado", ensina ele que, disciplinado toda
vida, não dispensa aulas de voz, História, Filosofia
e expressão corporal sempre que tem tempo. "Ator é
como médico, tem de estudar sempre", acredita.
Tamanha seriedade profissional, aliás, é normalmente
refletida nos trabalhos de Bruno que, desde que estreou na tevê
em "Chiquititas" e ganhou destaque como o problemático
Inácio de "Celebridade", recebe críticas
positivas à sua atuação. "Faço
o que amo e acaba sendo natural. Mas sei que nem sempre vou acertar.
Por isso tenho de correr atrás e buscar bons personagens",
explica.
Paralelamente à novela, ele está viajando pelo Brasil
com a peça "Um Certo Van Gogh", que idealizou,
produziu e onde atua como protagonista. Dirigido por João
Fonseca e com texto de Daniela Pereira de Carvalho, o espetáculo
mostra o olhar de um jovem depressivo sobre a vida e obra do pintor
holandês. A partir daí, sua trajetória se confunde
com a do artista. Fascinado pelo trabalho, Bruno não cansa
de afirmar que se trata de seu "projeto de vida". "Não
é uma biografia. A história tem um novo olhar sobre
um cara que amava a arte. Essa é minha maior semelhança
com ele, porque eu não sei fazer outra coisa da vida. Se
não fosse ator, eu seria vagabundo", brinca.
Por conta da correria para conciliar novela e teatro, só
este ano o ator já recusou três propostas para atuar
no cinema. Mas, consciente da importância da "sétima
arte" para a carreira, ele diz que pretende estrear nas telonas
o quanto antes - sua única experiência foi no curta
"As Vozes da Verdade", de Pedro Neschling. Na verdade,
um bom personagem é o que motiva Bruno, seja onde for. "Aceito
meus personagens pela possibilidade de ser impossível. Sou
movido a isso. Senão, qual o tesão? Aparecer na tevê?
Ganhar dinheiro? Para mim, não", avisa.

Um
olhar despretensioso
Fabíola Tavernard
Do PopTevê
Simplicidade é palavra-chave para Sacha Bali. O ator, que
vive o Metamorfo de "Os Mutantes - Caminhos do Coração",
adota o estilo "livre, leve e solto" na vida. E isso,
claro, transparece na hora de se vestir. Morador de uma bela ilha
numa lagoa da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde
vive cercado pela natureza, ele confessa não ter maiores
vaidades. Mas é justamente aí que se esconde um estilo
próprio, aliado ao conforto e à praticidade, anos-luz
distante do consumismo. "Odeio shopping e grande parte do meu
guarda-roupa eu ganhei. Ainda uso coisas que comprei há muitos
anos", confessa, cheio de simpatia.
Andar descalço, de chinelo, de bermuda ou sem camisa estão
entre os hábitos do carioca de 27 anos. Bem-humorado, o ator
conta que até seria capaz de ir ao casamento de um grande
amigo com a dobradinha "terno e chinelo". Mas, arrematar
o "look" com gravata, nem pensar. "Acho gravata o
cúmulo da falta de sentido. Só serve para enrolar
o pescoço", brinca. Apesar do despojamento, Sacha conta
que sabe vestir o que a ocasião pede. "Quanto menos
roupa, melhor. Mas é claro que me adequo às ocasiões.
Como ator, trabalho com a imagem", pondera.
Outra palavra característica do estilo de Sacha é
autenticidade. Afinal, permitindo-se usar apenas o que gosta, ele
demonstra não importar-se com opiniões alheias. "Não
quero fazer tipo nem parecer uma coisa que não sou",
resume ele, acrescentando que a maior parte das roupas usadas no
ensaio foram presentes do pai, irmão ou padrasto. "Não
fico escolhendo muito. Boto no corpo, olho no espelho e, no máximo,
troco de roupa uma vez", jura.
Se variar não é lá o forte do ator, com seu
atual personagem acontece justamente o contrário. Com o dom
de transformar-se em quem bem entender, Metamorfo consegue várias
façanhas junto à Liga do Mal, "comunidade"
composta pelos mutantes-vilões da novela. Como nunca foi
adepto de histórias de ficção, o ator teve
de buscar referências antes de entrar na trama. "Inspirei-me
muito no Sylar, vilão do seriado 'Heroes'. Mas também
pedi para o autor levar o personagem um pouco para o lado cômico,
e deu certo", conta ele, ressaltando que crianças de
cinco a 15 anos são as maiores entusiastas de seu trabalho.
"A molecada conta que brinca e imita os personagens da novela.
O grande barato da trama é ser diferente e trazer uma outra
realidade ao público. As tramas de hoje se repetem muito",
opina.
Filho de cineastas, Sacha cresceu entre sets de filmagem e conta
que, inevitavelmente, sempre sonhou com a profissão de ator.
Mas bastou entrar na adolescência para surgir a vontade de
dirigir. Foi quando ele cursou Cinema e, no meio da faculdade, matriculou-se
em um curso de teatro. "Aí não teve jeito. Resolvi
me profissionalizar como ator e hoje sei que este é meu caminho.
Mas ainda penso em dirigir futuramente", pontua.
Contratado até o fim da novela, assim que a trama terminar
o ator volta aos palcos com "Pão com Mortadela",
adaptação que escreveu ao lado de João Fonseca
do livro "Misto Quente", de Charles Bukowski. "Essa
peça é um sonho e tem muito a ver com a minha história",
empolga-se. Outra curiosidade de Sacha talvez explique seu estilo
"desprendido". O ator sonha em interpretar um mendigo,
tipo com o qual ele tem empatia desde a infância. "Sempre
converso com eles. São pessoas discriminadas mas que têm
um universo muito rico e particular", imagina.
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