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MOSSORÓ (RN), TERÇA-FEIRA, 01/07/2008 (ATUALIZADO: 01:27hs)
 
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Artistas potiguares sobem a serra
Música, dança, arte circense, folclore, artes plásticas e teatro. Todas essas manifestações artísticas fazem parte do caldeirão preparado pela quinta edição do Festival de Martins, realizado de 16 a 20 de julho, na cidade serrana potiguar, localizada a 370km de Natal.
Para quem acompanha o festival, algumas novidades noa programação musical do coreto e palco. Subirão a serra este ano o cantor e compositor Pedro Mendes e banda, a cantora Khrystal e o Canteiro do Samba, Carlos Zens com seu novo disco "Arapuá no Cabelo", o cantor italiano Paolo Fiore - acompanhado de grandes instrumentistas potiguares como Dudu Taufic - o grupo Catita Samba e Gafieira, o instrumentista Ticiano D'Amore, o cantor e compositor Isaque Galvão com seu novo show "Matulão", o grupo de forró de raiz As Potiguaras, e a jovem cantora popular Nara Costa, além de violeiros, artistas da região e banda sinfônica do município de Martins.
Nas artes plásticas, a novidade é a galeria de arte Anjo Azul, sob a curadoria do marchand Isaac Alves, que sobe a serra pela primeira vez levando um dos mais ricos acervos de artes visuais, além de uma coletiva de novos artistas.
A dança contemporânea também será uma das novidades na Serra de Martins. A Cia de Dança Domínio, do Studio Corpo de Baile, levará seu espetáculo e oficina para o público local e visitantes, em frente à igreja Matriz.
Segundo a produção do festival, mais atividades estão programadas, como o Cortejo Cultural. "O Cortejo vai proporcionar ao público, local e visitantes, acesso à arte e cultura popular, vamos realizar atividades com apresentações de capoeira, danças folclóricas, palhaços, teatro de rua, pernas de pau, entre outras manifestações. Vai ser muito bonito", disse a produtora Ana Lira, responsável pela programação cultural do evento.
Concurso, oficinas, palestras e degustações também fazem parte do roteiro da chamada cultura gastronômica. Entre os oficineiros, as novidades são muitas, como a oficina de "Cozinha Molecular", pela a chef Sônia Benevides. A cozinha molecular é uma prática em que se combinam ingredientes cuja composição molecular é compatível formando pequenas porções de delicados - e às vezes divertidos - sabores e visuais. "O desafio dessa oficina é mostrar a cozinha molecular usando ingredientes da região Nordeste", disse a chef e culinarista.

Araketu e Solteirões na prévia de julho
As bandas Araketu e Solteirões do Forró são as atrações da primeira prévia do Mossoró Mix Indoor, no próximo dia 26 no Palácio do Forró. A união de axé e forró darão a tônica nas demais misturas que acontecerão em novembro no festival, que contará com as presenças de Ferro na Boneca, Psirico, Voa Dois, Biquini Cavadão, Inala, além dos Paralamas do Sucesso. "A prévia de julho será um show que vai fazer Mossoró entrar no clima do Mossoró Mix", adianta Tácio Garcia, organizador do festival. Os ingressos para a prévia ainda não estão à venda.
O Araketu é famoso no Brasil e no exterior por conjugar o suingue da música afro-pop-baiana com a cadência das baladas românticas, surgiu em 1989. Sua origem é o homônimo bloco afro-baiano, criado na virada de 1979 para 1980 em Salvador (BA) na comunidade de Periperi. Antes de originar a banda, o bloco chegou a lançar dois discos, Araketu (1987) e Contos de Beni (1988).
Antes de fazer sucesso em todo o Brasil, o grupo conquistou a Inglaterra, onde gravou em 1992 o álbum Ara ketu, inédito no mercado nacional e distribuído somente na Europa. De volta ao Brasil, a banda lançou em 1993 o disco Araketu de Periperi. O estouro no sucesso viria em 1994, quando o Araketu assinou contrato com a Sony Music (atual Sony BMG) e lançou o álbum Araketu Bom Demais, entre outros.
Já os Solteirões, conhecidos pelo público mossoroense, vem divulgar o novo CD da banda liderada por Zé Cantor. "Vamos simbora pro forró", convida Zé Cantor, logo na primeira faixa do disco, "Balanço dos Solteirões", que entra freneticamente dando a verdadeira balada como é este CD.

Galã com atitude
Fabíola Tavernard
Do PopTevê

Acostumado a viver papéis que vão desde o homossexual Júnior de "América" ao "bad boy" incorrigível Ivan de "Paraíso Tropical", Bruno Gagliasso há tempos ansiava pelo tipo mais trivial de todos: um mocinho. A chance veio quando o ator de 26 aos foi convidado para interpretar o romântico Eduardo de "Ciranda de Pedra". Mas, apesar do bom caráter do personagem, Bruno, inquieto por natureza, resolveu que ele não seria apenas mais um bom-moço. E acrescentou uma certa petulância. "O que o torna interessante é ter personalidade forte e saber o que quer. Se ele sofre é por ter tomado uma atitude e não por medo de tentar", valoriza.
Na história, Eduardo sai do interior e chega em São Paulo recém-formado em Engenharia. O único emprego que consegue, a princípio, é o de faxineiro da metalúrgica Cassini & Prado. Mas basta surgir um problema envolvendo maquinários pesados, sua especialidade, para ele resolver e cair no gosto de Cícero, sócio do local vivido por Osmar Prado. Bem colocado na carreira, ele de cara se apaixona por Margarida, professora doce e bondosa interpretada por Cléo Pires. Tudo vai bem entre o casal, que curte o namoro entre passeios e piqueniques, até o momento em que ele se encanta por Virgínia, de Tammy Di Calafiori, e passa a viver um triângulo amoroso. "Isso mostra que ele tem suas fragilidades, mas não deixa de ser seguro", avalia.
Em seu terceiro trabalho de época na tevê - o primeiro foi a minissérie "A Casa das Sete Mulheres" e depois "Sinhá Moça", onde viveu o caipira Ricardo -, Bruno jura que não precisou de maiores preparações para enquadrar-se nos trejeitos e linguajar dos anos 50. "Parece que 1958 foi ontem. Foi um ano tão importante histórica e politicamente, que não há como não lembrar. A melhor preparação é estar plugado no mundo e manter-se bem informado", ensina ele que, disciplinado toda vida, não dispensa aulas de voz, História, Filosofia e expressão corporal sempre que tem tempo. "Ator é como médico, tem de estudar sempre", acredita.
Tamanha seriedade profissional, aliás, é normalmente refletida nos trabalhos de Bruno que, desde que estreou na tevê em "Chiquititas" e ganhou destaque como o problemático Inácio de "Celebridade", recebe críticas positivas à sua atuação. "Faço o que amo e acaba sendo natural. Mas sei que nem sempre vou acertar. Por isso tenho de correr atrás e buscar bons personagens", explica.
Paralelamente à novela, ele está viajando pelo Brasil com a peça "Um Certo Van Gogh", que idealizou, produziu e onde atua como protagonista. Dirigido por João Fonseca e com texto de Daniela Pereira de Carvalho, o espetáculo mostra o olhar de um jovem depressivo sobre a vida e obra do pintor holandês. A partir daí, sua trajetória se confunde com a do artista. Fascinado pelo trabalho, Bruno não cansa de afirmar que se trata de seu "projeto de vida". "Não é uma biografia. A história tem um novo olhar sobre um cara que amava a arte. Essa é minha maior semelhança com ele, porque eu não sei fazer outra coisa da vida. Se não fosse ator, eu seria vagabundo", brinca.
Por conta da correria para conciliar novela e teatro, só este ano o ator já recusou três propostas para atuar no cinema. Mas, consciente da importância da "sétima arte" para a carreira, ele diz que pretende estrear nas telonas o quanto antes - sua única experiência foi no curta "As Vozes da Verdade", de Pedro Neschling. Na verdade, um bom personagem é o que motiva Bruno, seja onde for. "Aceito meus personagens pela possibilidade de ser impossível. Sou movido a isso. Senão, qual o tesão? Aparecer na tevê? Ganhar dinheiro? Para mim, não", avisa.

Um olhar despretensioso
Fabíola Tavernard
Do PopTevê

Simplicidade é palavra-chave para Sacha Bali. O ator, que vive o Metamorfo de "Os Mutantes - Caminhos do Coração", adota o estilo "livre, leve e solto" na vida. E isso, claro, transparece na hora de se vestir. Morador de uma bela ilha numa lagoa da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde vive cercado pela natureza, ele confessa não ter maiores vaidades. Mas é justamente aí que se esconde um estilo próprio, aliado ao conforto e à praticidade, anos-luz distante do consumismo. "Odeio shopping e grande parte do meu guarda-roupa eu ganhei. Ainda uso coisas que comprei há muitos anos", confessa, cheio de simpatia.
Andar descalço, de chinelo, de bermuda ou sem camisa estão entre os hábitos do carioca de 27 anos. Bem-humorado, o ator conta que até seria capaz de ir ao casamento de um grande amigo com a dobradinha "terno e chinelo". Mas, arrematar o "look" com gravata, nem pensar. "Acho gravata o cúmulo da falta de sentido. Só serve para enrolar o pescoço", brinca. Apesar do despojamento, Sacha conta que sabe vestir o que a ocasião pede. "Quanto menos roupa, melhor. Mas é claro que me adequo às ocasiões. Como ator, trabalho com a imagem", pondera.
Outra palavra característica do estilo de Sacha é autenticidade. Afinal, permitindo-se usar apenas o que gosta, ele demonstra não importar-se com opiniões alheias. "Não quero fazer tipo nem parecer uma coisa que não sou", resume ele, acrescentando que a maior parte das roupas usadas no ensaio foram presentes do pai, irmão ou padrasto. "Não fico escolhendo muito. Boto no corpo, olho no espelho e, no máximo, troco de roupa uma vez", jura.
Se variar não é lá o forte do ator, com seu atual personagem acontece justamente o contrário. Com o dom de transformar-se em quem bem entender, Metamorfo consegue várias façanhas junto à Liga do Mal, "comunidade" composta pelos mutantes-vilões da novela. Como nunca foi adepto de histórias de ficção, o ator teve de buscar referências antes de entrar na trama. "Inspirei-me muito no Sylar, vilão do seriado 'Heroes'. Mas também pedi para o autor levar o personagem um pouco para o lado cômico, e deu certo", conta ele, ressaltando que crianças de cinco a 15 anos são as maiores entusiastas de seu trabalho. "A molecada conta que brinca e imita os personagens da novela. O grande barato da trama é ser diferente e trazer uma outra realidade ao público. As tramas de hoje se repetem muito", opina.
Filho de cineastas, Sacha cresceu entre sets de filmagem e conta que, inevitavelmente, sempre sonhou com a profissão de ator. Mas bastou entrar na adolescência para surgir a vontade de dirigir. Foi quando ele cursou Cinema e, no meio da faculdade, matriculou-se em um curso de teatro. "Aí não teve jeito. Resolvi me profissionalizar como ator e hoje sei que este é meu caminho. Mas ainda penso em dirigir futuramente", pontua.
Contratado até o fim da novela, assim que a trama terminar o ator volta aos palcos com "Pão com Mortadela", adaptação que escreveu ao lado de João Fonseca do livro "Misto Quente", de Charles Bukowski. "Essa peça é um sonho e tem muito a ver com a minha história", empolga-se. Outra curiosidade de Sacha talvez explique seu estilo "desprendido". O ator sonha em interpretar um mendigo, tipo com o qual ele tem empatia desde a infância. "Sempre converso com eles. São pessoas discriminadas mas que têm um universo muito rico e particular", imagina.



       




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