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PROGRAMA SOCIAL PETROBRAS
Rio
Grande do Norte receberá
R$ 881 mil para projetos sociais
Esdras Marchezan
Enviado ao Rio de Janeiro
Deixar o campo era a única coisa que seu José Kerginaldo
queria. Acostumado com a vida e o trabalho na localidade de Galho
de Angico (zona rural de Caraúbas), o agricultor sempre teve
a consciência de que ali era o seu lugar. Mas a falta de oportunidades
na agricultura fazia o sonho, aos poucos, se desfazer. O que
faltava era o apoio de alguém para apoiar algum trabalho
que ajudasse a comunidade a voltar a produzir na terra e fazer outras
coisas que nos desse dinheiro, comenta. E o apoio chegou.
Na manhã de ontem, no Rio de Janeiro, a Petrobras anunciou
o nome dos 72 projetos sociais que vão receber da empresa
apoio na ordem de R$ 27 milhões, para desenvolvimento de
atividades de geração de renda e oportunidade de trabalho;
educação para a qualificação profissional
e garantia dos direitos da criança e do adolescente em todo
o país.
Um dos três projetos escolhidos no Rio Grande do Norte foi
o que vai tratar do incentivo à cajucultura e apicultura
na localidade onde seu Kerginaldo mora. E ele estava lá para
conferir. Graças a Deus, com esse apoio vamos tentar
gerar emprego e renda na comunidade, disse. Os três
projetos atendidos no Estado vão receber, juntos, R$ 881
mil, o que representa 3,2% do total liberado.
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, não participou
da solenidade de anúncio dos projetos contemplados, ontem,
na sede da estatal, e foi substituído pelo diretor de abastecimento
da estatal, Paulo Roberto Costa. Além dele se fizeram presentes
na solenidade o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, o
diretor de Comunicação Institucional da Petrobras,
Wilson Santa Rosa, o secretário nacional de Juventude, Beto
Cury, a secretária de Assistencial Social e Direitos Humanos
do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, e a subeditora de economia
do jornal O Dia, Leila Sousa Lima - uma das integrantes da comissão
que selecionou os projetos.
Lula
diz que fará 'qualquer
sacrifício' para evitar inflação
Belém (AE) - O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse ontem, em Belém (PA), que sempre fará
sacrifício para impedir a volta da inflação.
"Eu farei qualquer sacrifício, darei até remédio
amargo para não permitir que a inflação volte
neste país", disse o presidente, no Fórum de
Governadores na Amazônia Legal. "Este país não
vai voltar a ter recessão e o desemprego que teve em 20 anos",
garantiu.
Ele voltou a ressaltar o período de sorte que está
atravessando, ao se referir à elevação do Brasil
para o grau de "investment grade", pela Fitch, e a descoberta
de um novo reservatório de petróleo na Bacia de Santos.
"Tudo isso é sorte mas se a agente não tivesse
trabalhado duro para arrumar a economia e controlar a inflação,
não estaríamos nessa situação",
afirmou.
Sobre a crise mundial de alimentos, Lula disse que não vê
como um problema. "Temos que ver nessa crise uma grande oportunidade
para dar um salto de qualidade".
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